sexta-feira, 8 de julho de 2011

OGLOBO - OPINIÃO 2




        Senhor Luiz Garcia,

        Do seu escrito sobre os baloeiros, das palavras que devem expressar o seu pensamento, uma afirmação é presumida e leviana:

“Eles formam um grupo peculiar de inimigos do bem comum...”

        Outra formulação soa como bajulação:

“Não são malfeitores em tempo integral. Pode-se admitir que todos ou quase todos, sejam honestíssimos profissionais e impecáveis pais de família...”

        Ainda diz, por descuido ou desconhecimento:

“Mas, por alguma estranha razão, que psicólogos e sociólogos ainda não se deram ao trabalho de investigar...”

        E conclui, de maneira ofensiva e maldosa:

“Não percebem que seu passatempo preferido é uma ameaça à coletividade...”

        Dessas imprecações separamos: Inimigos do bem comum, malfeitores eventuais, honestíssimos profissionais e impecáveis pais de família; variantes da gritante contradição que confunde o seu raciocínio.

        Por outro lado não se entende um profissional ilustrado e com vasta experiência no jornalismo afirmar desconhecer um tema relevante da convivência social como os balões juninos das Festas Juninas, presente no Brasil há mais de 300 anos e estranhar a mudez de psicólogos e sociólogos sobre o assunto.

        Por fim, é de se lamentar a primeira conclusão pela sua intenção acusatória e insidiosa: “não percebem que seu passatempo preferido é uma ameaça à coletividade...”

        Para arejar sua mente, amenizar seus sentimentos e, quem sabe, sugerir o lugar onde se encontra a magia do balão, convido-o a assistir o vídeo:


         Humberto Pinto Cel 




quarta-feira, 6 de julho de 2011

OGLOBO - OPINIÃO




        Luiz Garcia

        Quem é esse Senhor?  Conheça um pouco sobre este senhor em entrevista publicada aqui.


ABI OnlineO Globo adotou algum mecanismo para se defender desse tipo de assédio?
Garcia — De uns tempos para cá, instituímos o seguinte: qualquer informação sensacional, espetacular que chegue de graça à redação deve ser encarada como ponto de partida de uma apuração e não como matéria pronta. É claro que, para a imprensa de modo geral, às vezes a notícia é tão saborosa que escapa. Alguns editores são mais rigorosos que outros e há os que acham que se deve publicar tudo, deixando o julgamento por conta do leitor. Eu sou da escola do maior rigor, pois entendo que qualquer denúncia é o ponto de partida de uma apuração e que incorre em grave erro o jornalista que acha que resolve esse problema ouvindo os dois lados.



ABI OnlineÉ preciso ir mais além?
Garcia — Com certeza, porque escutar os dois lados é necessário, mas nesse caso é a forma mais preguiçosa do mundo de fazer jornalismo. O repórter tem que ouvir as duas fontes, mas deverá apurar muito bem quem está com a verdade.

ABI OnlineEssa seria então a melhor linha de ação para se fazer jornalismo investigativo sem riscos e medo de ameaças?
Garcia — Devemos resistir a intimidações até por questões de sobrevivência, mas é preciso também evitar as tentativas de preencher a publicação com acusações. O dever da imprensa é defender o interesse público quando este está em jogo e o fato é comprovado. Pois notícia é: alguém disse, nós fomos checar e é verdade. O direito à privacidade também deve ser respeitado. No Brasil, os políticos raramente envolvem os parentes na campanha eleitoral, ao contrário dos Estados Unidos. Lá, se o repórter descobre que o político que posava de chefe de família exemplar bate na mulher e chuta o cachorro, isso é notícia legítima, porque ele transformou a vida particular em domínio público.

        O que ele diz sobre balões, publicado em 5jul2011 pelo jornal OGLOBO na coluna OPINIÃO caracteriza a superfluidade do jornalismo brasileiro com as devidas e honrosas exceções, muito próprias do momento de degradação que se verifica na sociedade brasileira. 







        O mais elementar e vulgar dessa campanha é o desprezo pela verdade e o abuso da linguagem para impressionar os leitores.

        Mas quando se agridem pessoas pela incontinência verbal há um arsenal pronto para desmascarar os farsantes.

        Nesse caso o pretexto é a queima de um depósito de lixo situado na Ilha do Governador, em 3jul2011, tendo como hipótese da causa o balão.

        Quantos incêndios ocorrem no dia a dia e são noticiados como fatos corriqueiros e não são objetos do sensacionalismo?

         E o fogo, sempre latente, pronto para acontecer desde que sejam presentes as condições físicas necessárias para sua ignição e propagação.

        O que chama atenção é que é fácil acusar o balão como o causador do fogo.

        Essa leviandade se repete nos meses de maio, junho e julho e o processo de intimidação perpetrado pela campanha insidiosa vem se agravando desde 1998.

        A mentira cuidadosamente elaborada... A superestimação do fato é a ordem, quando se trata de balão... E ai daqueles que se oponham.

        O sensacionalismo explícito televisivo: “explosão do paiol de munições da Marinha” na Ilha do Governador, em julho de 1995; “incêndio na comunidade do Rio das Pedras” em Jacarepaguá, em agosto de 2006; “incêndio na caixotaria do CEASA” no Irajá, em agosto de 2006; “balão que entrou no apartamento da mulher em Copacabana”, em junho de 2008; “incêndio no Morro dos Cabritos”, vulcão em Copacabana, em junho de 2010; “incêndio no Morro dos Macacos” no Andaraí, em julho de 2010.

        A farsa e a perseguição continuada...

        Humberto Pinto Cel


A REINVENÇÃO DA RODA



        Na verdade não caem bem as expressões de alguns comunicadores da mídia televisiva para estigmatizar o baloeiro:

        "Baloeiro é gangster";
        "Baloeiro é marginal";
        "Baloeiro é bandido";
        "Baloeiro é criminoso"...

        Não é nada disso.

        O próprio artigo 42 da Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, de redação apressada e improvisada utiliza palavra incerta, por descuido ou desconhecimento, para definir a ação daquele que se dedica à prática dessa arte universal e milenar entendida como patrimônio cultural imaterial.

"DOS CRIMES CONTRA A FLORA"
 “Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento urbano.
Pena - Detenção de 1 (hum) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente."

        Ora, qualquer coisa produzida derivada da criatividade do ser humano e desenvolvida pelas suas aptidões mentais e físicas, sem uso de meio auxiliar mecânico, não deve estar incluída na ação de fabricar.

        O que diz o dicionário Michaelis:

fabricar
fa.bri.car
(lat fabricari) vtd 1 Produzir, fazer por processos mecânicos: Fabricar papel. vtd 2 Construir, edificar: Fabricara uma olaria. vtd 3 Cunhar: O governo fabricou moedas de R$ 0,50. vtd 4 Engendrar, idear, maquinar: Fabricaria poesias modernas. Fabricar testes de inteligência e pedagógicos. vtd 5 Causar, provocar: Fabricara a falência de sua empresa. vint 6 Aplicar-se a uma fabricação: Antes comprava, agora fabrica. 
         

            O Artesão é o amador ou profissional, em geral sem formação técnica, que trabalha individualmente na produção manual e daí obtém o seu reconhecimento. Então, o correto é reconhecer o baloeiro como fazedor de balão: arte plástica. 

fazer
fa.zer
(lat facere) vtd 1 Criar, dar existência ou forma a; produzir: Deus fez o mundo em seis dias. vtd 2 Fabricar, manufaturar: Fazer papel.



Balão: Bartolomeu de Gusmão e a Corte de Portugal



        Assim, o baloeiro é um artesão, ou melhor, o baloeiro é um artesão-artista, como se quer demonstrar e jamais um anti-social como querem os pretendentes à reinvenção da roda.


        Humberto Pinto Cel




terça-feira, 5 de julho de 2011

UNIÃO E SOLIDARIEDADE








Unidos e solidários seremos um povo de irmãos sem violência...







E, com certeza, seremos um povo mais Feliz!







        Humberto Pinto Cel



domingo, 3 de julho de 2011

VIDA E LIBERDADE





            DEUS nos dá a Dádiva da Vida e a Liberdade


        O homem, pretensioso, gosta de mandar, é natural. Ele nasce, cresce e descobre que pode mandar no outro. E assim se erigem as sociedades, com essa lógica de poder... E os Estados Democráticos vigiam mais ou menos a presença dessa distorção e variam no grau de liberdade que permitem aos seus cidadãos.

        No Brasil estamos diante desse desafio.

        O Estado de Direito pretende organizar as relações sociais, mas nem sempre consegue evitar os abusos e algumas vezes, por descuido, impõe regras que restringem a liberdade.

        O Art. 42 da Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, conhecida como Lei do Meio Ambiente, é prova desse abuso, a saber:

"DOS CRIMES CONTRA A FLORA"

 “Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento urbano.
Pena - Detenção de 1 (hum) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente."

        Há nos tratados internacionais preocupações sobre essa forma de truculência e prepotência, porque não dizer de violência.

        A Convenção Para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial é exemplo desse escrúpulo quando considera:

"Reconhecendo que os processos de globalização e de transformação social, a par com as condições que contribuem para um diálogo renovado entre as comunidades acarretam, tal como os fenômenos da intolerância, graves ameaças de degradação, de desaparecimento e de destruição do patrimônio cultural imaterial, em especial, devido à falta de meios para a sua salvaguarda..."

       Então, seja livre e leia atentamente sobre essa CONVENÇÃO para tomar consciência dos seus direitos violados pelo Estado Parte Brasil.








     Você é um homem livre!


     Humberto Pinto Cel

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MEU PAI



O que dizer sobre o pai? 
       


                                             Nascido no Rio de Janeiro,
                                             em 30 de junho de 1912.



        Para meus familiares e para meus amigos...

          O pai Nicolne Pinto, de soldado a coronel, pela Dádiva de DEUS completa hoje 99 anos. A mãe Yvonne já está na Casa de DEUS.
        Assim é a vida. De Deus recebemos o sopro para o viver e caminhamos, sob seu Farol, pela Grande Criação.
        O pai, o guia, aquele que inspira e ensina junto com a mãe as primeiras lições, as lições mais importantes para o viver.
        A mãe que ensina a rezar o "Pai Nosso que Estais no Céu..." e mostra o Anjo da Guarda para nos proteger.
        Eu e meus irmãos Cesar e Marília em quase tudo seguimos seus passos, continuamos suas heranças.
        Na caserna, o exercício militar...         
        No lar, do seu espírito às artes da música, no piano, e do balão junino da Festa Junina, perpetuamos sua alma.


Ouvir:    Nicolne Pinto


        Humberto Pinto Cel


       

terça-feira, 28 de junho de 2011

SÃO PEDRO






ISSO É MAIS FORTE PORQUE ADVÉM DA RAZÃO


         Enganam-se os que pensam que podem acabar com a tradição das Festas Juninas e dos balões juninos.


razão
ra.zão
sf (lat ratione) 1 O conjunto das faculdades anímicas que distinguem o homem dos outros animais. 2  O entendimento ou inteligência humana. 3  A faculdade de compreender as relações das coisas e de distinguir o verdadeiro do falso, o bem do mal; raciocínio, pensamento; opinião, julgamento, juízo. 4  A faculdade que refere todos os nossos pensamentos e ações a certas regras consideradas imutáveis.

anímico
a.ní.mi.co
adj (lat anima+ico²) concernente ou pertencente à alma.




   
          Simão, de pescador de peixes para Pedro, o pescador de almas.

         O Apóstolo Pedro, o primeiro Bispo de Roma e o Primeiro Papa da Igreja. São Pedro, aquele que abre as portas do Céu para cada homem ou cada mulher.

        29 de junho é seu dia de júbilo.



        Vamos festejar.

        Humberto Pinto Cel